30 julho 2011

Charutos e a Idade


Um jovem apreciador de charutos, Giuliano Paolo, afirma que fumar charutos, praticar dança de salão, jogar golfe e apreciar um bom vinho tem muita coisa em comum. Mas o que estas atitudes têm em comum? Resposta: todas estas são consideradas, por grande parte das pessoas, atitudes de indivíduos que já possuem uma certa idade. Em outras palavras, são consideradas “coisas de velho”.
A atribuição acima pode encontrar a sua razão no fato de que, para realizar qualquer atitude do parágrafo acima é realmente necessário certas qualidades, como: uma determinada calma, uma certa maturidade e até mesmo uma condição financeira propícia para tanto.
Tais características, inegavelmente, quase sempre são adquiridas com a idade.
No entanto, eu, como "jovem" apreciador de charutos, no espaço deste blog, me sinto na obrigação de dizer que não é necessário ter uma idade avançada para aproveitar a vida e principalmente que não é preciso “adquirir” certas características para saber apreciar um bom charuto.
Claro, não se pode negar que o prazer específico que estamos tratando (fumar charutos) não exija uma quantidade de refinamento, conhecimento e até mesmo uma responsabilidade consigo e com terceiros.
No entanto, rotular o charuto como “coisas de velho” é menosprezar a capacidade da juventude de divertir-se com mais requinte e até mesmo deixá-los acuados na tentativa de entrar em um mundo tão prazeroso no sentido mais saudável da palavra.
Engraçado é notar que até mesmo no meio de fumantes de charuto existe uma estranheza até um pouco preconceituosa advindas de fumantes mais experientes em relação à fumantes mais jovens.
Nestes casos (e em qualquer outro caso também) é importante ter em mente que o desfrutar de prazeres mais elaborados e complexos não é  uma questão de idade, mas sim uma questão de bom gosto, sendo que estas duas qualidades são totalmente independente uma da outra.
Sendo assim, é importante sabermos quebrar as barreiras caricatas do mundo “dos velhos” e mundo “dos jovens” tendo o conhecimento que o que é bom para algum pode ser bom para todos, não importando a idade.
É isso… um brinde à juventude…
E à velhice também…

10 julho 2011

As Regras das Relações Humanas no Trabalho

Segundo Max Gehringer nas relações humanas no trabalho, existem apenas 3 regras:

Regra número 1: Colegas passam, mas inimigos são para sempre. A chance de uma pessoa se lembrar de um favor que você fez a ela vai diminuindo à taxa de 20% ao ano. Cinco anos depois, o favor será esquecido. Não adianta mais cobrar. Mas a chance de alguém se lembrar de uma desfeita se mantém estável, não importa quanto tempo passe.

Exemplo: se você estendeu a mão para cumprimentar alguém em 1999 e a pessoa ignorou sua mão estendida, você ainda se lembra disso em 2009.

Regra número 2: A importância de um favor diminui com o tempo, enquanto a importância de uma desfeita aumenta. Favor é como um investimento de curto prazo. Desfeita é como um empréstimo de longo prazo. Um dia, ele será cobrado, e com juros.

Regra número 3: Um colega não é um amigo. Colega é aquela pessoa que, durante algum tempo, parece um amigo. Muitas vezes, até parece o melhor amigo. Mas isso só dura até um dos dois mudar de emprego. Amigo é aquela pessoa que liga para perguntar se você está precisando de alguma coisa.

Ex-colega que parecia amigo é aquela pessoa que você liga para pedir alguma coisa, e ela manda dizer que no momento não pode atender.

Durante sua carreira, uma pessoa normal terá a impressão de que fez um milhão de amigos e apenas meia dúzia de inimigos. Estatisticamente, isso parece ótimo. Mas não é. A ‘Lei da Perversidade Profissional’ diz que, no futuro, quando você precisar de ajuda, é provável que quem mais possa ajudá-lo é exatamente um daqueles poucos inimigos.

Portanto, profissionalmente falando, e pensando a longo prazo, o sucesso consiste, principalmente, em evitar fazer inimigos. Porque, por uma infeliz coincidência biológica, os poucos inimigos são exatamente aqueles que têm boa memória.

Max Gehringer